terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
63
Perdida em uma névoa, a maioria de nossos encontros. Apenas quando alguém se torna vital é que tentamos dar ao primeiro encontro a importância que depois ele viria a ter... embora, se formos honestos, aquele homem, aquela mulher, era apenas um rosto ou uma circunstância. Neste caso, no entanto, devo acreditar que minhas primeiras impressões, em todas as suas partes, eram tão completas quanto as últimas. Pela simples razão de que nada sobre ele era muito preciso. Ou jamais seria.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Má drug a da
Sugar o ar pra dentro, forçando o corpo a acompanhar.
Teu sorriso, mar-abrigo, não é meu!
E é isso que me rouba o sono e me faz sonhar.
Teu sorriso, mar-abrigo, não é meu!
E é isso que me rouba o sono e me faz sonhar.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
do ponto inicial
eu pinto a saudade em um painel
enquanto de olhos fechados
conto as estrelas do céu
é tudo nosso, mar
é tu no nosso mar.
enquanto de olhos fechados
conto as estrelas do céu
é tudo nosso, mar
é tu no nosso mar.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
metade cheio
de vontade arde o corpo
de saudade vive o pouco
de ansiedade enche o copo
nas má-drugadas em que me visto
toco a gota de esperança que não morre
monte de água salgada que beijei
saiba que ainda levo
e que me apaixonei.
de saudade vive o pouco
de ansiedade enche o copo
nas má-drugadas em que me visto
toco a gota de esperança que não morre
monte de água salgada que beijei
saiba que ainda levo
e que me apaixonei.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
você, Chico
ombro amigo é ombro abrigo
é a casa aconchego pra colar qualquer pedaço partido
é ombro-lugar de se encostar
é (p)arte do corpo pra se partilhar
é ombro-circo de riso e de choro
é o ombro do Chico
onde arregalo os ouvidos e me dano a dançar.
é a casa aconchego pra colar qualquer pedaço partido
é ombro-lugar de se encostar
é (p)arte do corpo pra se partilhar
é ombro-circo de riso e de choro
é o ombro do Chico
onde arregalo os ouvidos e me dano a dançar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
caso
caminho grudada no vento
desasada.
sou cheia de tudo o que já vi
mas meu corpo ainda vira abrigo
casa, telhado, proteção, toque
pra quando quiser vir morar.
sou toda lugar
pé, cabeça e umbigo
e meu corpo ainda não tem asa
casa comigo?
desasada.
sou cheia de tudo o que já vi
mas meu corpo ainda vira abrigo
casa, telhado, proteção, toque
pra quando quiser vir morar.
sou toda lugar
pé, cabeça e umbigo
e meu corpo ainda não tem asa
casa comigo?
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